quinta-feira, 11 de outubro de 2007

COORDENADOR DA POLÍCIA CIVIL DISCUTIRÁ SEGURANÇA PÚBLICA

O delegado – coordenador da Polícia Civil, Moisés Nunes Damasceno, participará de Audiência Pública, no Plenário da Câmara de Vereadores de Itabuna, para apresentar o plano de atuação da polícia Civil no combate à violência e discutir medidas que possam proporcionar melhorias na segurança pública. A audiência acontece na próxima terça-feira, 16, às 14:00, e foi proposta pelos vereadores Luís Sena, Wenceslau Júnior, César Brandão, Emanoel Acilino e outros.

Câmara de Itabuna discute a exploração sexual infantil

Representantes de diversas instituições envolvidas com o combate à exploração sexual, principalmente a que atinge crianças, participaram nesta terça-feira, 09, de uma audiência pública que abordou o tema na Câmara Municipal de Itabuna. A sessão, proposta pelo vereador Luís Sena e coordenada pelo presidente Edson Dantas, enfatizou a necessidade de uma maior participação da sociedade na identificação e enfrentamento da exploração sexual infantil.

O professor Paulo Fraga, que desenvolve pesquisa sobre o turismo sexual, ressaltou a importância do envolvimento da comunidade e abordou a dificuldade para enquadrar o problema. “A dificuldade começa com a constatação de que o turismo sexual propriamente dito não constitui um delito”, afirmou, explicando que entre os crimes tipificados estão o tráfico de mulheres, o abuso de menores e a exploração da prostituição. O turismo sexual também foi assunto tratado pela comunicóloga Tatiana Amaral, que realizou estudos sobre o tema no mestrado em Cultura e Turismo da Uesc.

Para o coordenador do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Itabuna, Edson Brás, a miséria está diretamente relacionada à exploração sexual. “Não é possível discuti-la sem levar em conta a falta de saneamento básico nos bairros, o baixo nível educacional, a carência de emprego e a desagregação familiar”. Ele observou que o Creas busca atender tanto a vítima como a família, fazendo encaminhamentos para a Secretaria de Assistência Social e projetos como Peti e Agente Jovem.

A união entre os órgãos do chamado sistema de garantias de direitos foi defendida pela ex-coordenadora do Projeto Sentinela de Ilhéus, Maria José da Hora. Ela elogiou a iniciativa do vereador Luís Sena de promover a discussão. Os vereadores César Brandão, Claudevane Leite e Wenceslau Júnior, também presentes à audiência pública, destacaram a importância do debate.
Durante a sessão, que também contou com a presença de representantes da Polícia Rodoviária Estadual, o Creas distribuiu um panfleto com informações sobre a exploração sexual de crianças e adolescentes e como realizar o encaminhamento de denúncias. O crime pode ser denunciado ao Conselho Tutelar, pelo telefone 3613-1124, ou pelo Disque-Denúncia nacional, bastando discar o número 100.

Câmara de Vereadores aprova contas de Geraldo Simões

Por 10 votos a 2, a Câmara de Vereadores de Itabuna aprovou as contas de 2003 e 2004, do então prefeito Geraldo Simões, contrariando o parecer do Tribunal de Contas dos Muícípios. Os vereadores também aprovaram, por 12x0, as contas da Câmara referente ao ano de 2005.
O plenário da Casa ficou lotado, como há tempos não se via. Do lado esquerdo militantes e dirigentes do PCdoB, PT e PSB; à direira, a clarque de FG, composta principalmente por servidores liberados do trabalho para vaiar os vereadores de oposição e (tentar) pressionar os demais. O escore final não deixa dúvida sobre a ineficácia da empreitada.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Verdades e mentiras sobre a greve do BB na Campanha Salarial 2007

Por Ricardo Carvalho*

Ouvindo as respectivas bases, os sindicatos adeptos da concepção sindical da Corrente Sindical Classista (CSC) - que não compactua com o sindicalismo de resultados -, levaram seu protesto para as conferências estaduais e a nacional contra a maneira da organização das campanhas passadas, principalmente no que se referia à mesa unificada. Enfrentando a oposição da Artsind (Articulação Sindical), corrente hegemônica dentro da CUT e do movimento sindical bancário, detentora de sete membros no Comando Nacional dos Bancários, num total de 11 (os restantes são militantes da CSC, DS, ou seja, somente 4), a proposta de mesa única foi modificada, na Conferência Nacional, por uma campanha salarial articulada, onde a proposta global dos índices econômicos (reajuste, PLR) mais a conquista de outro direito para a categoria (enfim a 13ª Cesta Alimentação), fosse garantida junto à FENABAN para todos os bancos, sejam públicos ou privados. As demais especificidades (PCS, PCC, Isonomia Salarial, etc.) seriam objetos de negociações em separados, banco por banco. E assim aconteceram e ainda estão acontecendo, vide as situações da Caixa e do Banco do Nordeste.
No último dia 03/10, os bancários do Banco do Brasil puderam acompanhar atentamente a proposta apresentada pelo banco que não cabe aqui transcrevê-la e logo pela manhã já estavam ávidos para tomar conhecimento da avaliação do Comando Nacional, que por sua vez só anunciou a defesa da proposta a tarde. Neste sentido, os bancários do BB só estariam por dentro da decisão do Comando Nacional quando da realização das assembléias, no começo da noite daquele dia.
Na assembléia da base dos bancários de Itabuna, no qual tive participação direta compondo a mesa, um grupo de colegas do BB já estava com a decisão tomada de não aceitação da proposta do banco, e assim o fizeram, votando contrariamente à recomendação do Comando. A discussão ficou mais acalorada por uma pequena, mas séria confusão: a de que o Sindicato dos Bancários de Itabuna estaria fazendo coro com a esdrúxula posição do Comando Nacional, leia-se a Articulação Sindical (que, aliás, tem representantes no movimento sindical aqui em Itabuna, no governo da Bahia e um adepto famoso, o presidente Lula).
O Sindicato dos Bancários de Itabuna tem a mesma posição da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, do Sindicato dos Bancários da Bahia e de outras entidades do país afora, que comungam com a concepção sindical da CSC, de luta de classes na qual entende que o Capital jamais cederá uma vírgula sequer para o Trabalho a não ser que os trabalhadores lutem para conseguir seus objetivos. O Sindicato dos Bancários de Itabuna não fugiu à luta em nenhum momento, cumprindo todo o calendário da campanha de participações no encontro regional em Ilhéus no mês de junho, no estadual, em Salvador (21 de abril), nas conferências estaduais (junho) e nacional (julho), além dos congressos do BNB, Caixa e do Banco do Brasil (aliás, com exceção do BNB, grandes dificuldades são encontradas na Caixa Econômica e Banco do Brasil, para que colegas participem desses fóruns importantes na construção da campanha salarial).
Realizamos com muita disposição inúmeras manifestações nos dias estratégicos, em frente aos bancos privados (várias no Bradesco), contra o pacote de maldades do BB que foi apresentado pela direção neoliberal (que precisamos derrotá-la) do banco neste período; participamos do Dia Nacional de Luta no ABN/Real pela manutenção do emprego, quando da negociação da venda deste banco para o Santander, além de utilizar de um instrumento, aliás, diga-se de passagem, que pouquíssimas entidades sindicais disponibilizam para seus associados, o boletim diário, com visitas diárias dos diretores do Sindicato, também vale a pena frisar, levando a informação do andamento não só da campanha salarial, mas de outros assuntos de interesse da categoria bancária, além também de realizar todo o trâmite legal da campanha.
Nesse sentido, a entidade sindical, sem tergiversar, primou pela responsabilidade em democratizar todas as informações inerentes à campanha salarial deste ano, além de tomar as decisões corretas na condução do movimento.
Não podemos deixar de parabenizar aqui os bravos e valorosos funcionários do BB das agências 0070, Jardins, Grapíuna e Itajuípe, por este compromisso com a luta dos trabalhadores, por deixar acesa para que todo o Estado da Bahia pudesse vê, iluminada, brilhante e arrebatadora, a chama da esperança que move corações e mentes no combate por uma vida melhor, de respeito e solidariedade entre as pessoas.

Sobre a verdadeira derrotada nesta campanha salarial, a Artsind (Articulação Sindical), e seus asseclas no Comando Nacional dos Bancários, vale a pena reproduzir trechos de uma matéria publicada na página da internet do vermelho sobre a greve dos bancários, no último dia 05/10:

Bastidores do movimento

Se por um lado não há divisão, por outro há - como em todo movimento social - disputas políticas. É se utilizando destas disputas que a mídia tenta desmoralizar a greve.
Segundo informações de lideranças do movimento sindical dos bancários, a Articulação Sindical (ArtiSind-PT), corrente majoritária na Contraf, vêm enfrentando duras críticas pelo seu sindicalismo de resultados.
‘’A ArtiSind vem vivendo um momento complicado no movimento sindical. A CUT, que assim como a Contraf é majoritariamente dirigida por essa corrente, amargou a saída do PTSU, do P-SOl, e agora, mais recentemente, dos sindicalistas do PCdoB e do PSB que fundarão uma Central classista, disse Augusto Vasconcelos, membro da Corrente Sindical Classista (CSC), força motora da futura nova central.

Assim, torna imperioso, especialmente aos bancários do BB procurar compreender o que se está desenhando para o futuro do movimento sindical no Brasil, que implica no futuro da luta dos trabalhadores. Optar por alinhamento a qualquer governo que esteja no poder, independente da matiz ideológica é infantilidade e reducionismo político ou podemos dizer que é um oportunismo condenável, pois ainda prevalecem com todo vigor duas máximas importantes pregadas pelo velho Marx: “o que move as sociedades é a luta de classes”, portanto, “trabalhadores de todo o mundo: uni-vos”.
*Ricardo Carvalho da Silva – diretor regional sul da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe

UESC e Secretaria Estadual de Saúde abrem inscrições para contratação de pessoal

Estão abertas as inscrições para a seleção pública estadual para a área da saúde. O processo será regionalizado e serão disponibilizadas 1.520 vagas, sendo 1.051 para o interior do estado, contemplando as 2ª, 4ª, 6ª, 7ª, 13ª, 15ª, 17ª, 20ª e 30ª Diretorias Regionais de Saúde (Dires), e 515 para Salvador (área da 1ª Dires). As inscrições, que só podem ser feitas pela internet, através do site http://www.consultec.com.br, ficarão abertas até o dia 18. O edital completo foi publicado no Diário Oficial de ontem (9) e está disponível site da Consultec.

No dia 18 de outubro de 2007, a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) publica novo Edital de abertura de inscrições para o Processo Seletivo Simplificado, para contratação de pessoal em Regime Especial de Direito Administrativo – REDA, visando o preenchimento de 76 (setenta e seis) vagas de Analista Universitário (Nível Superior) e Técnico Universitário (Nível Médio).

Maiores informações nos sites da Consultec (www.consultec.com.br) e da Uesc (www.uesc.br).

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

PCdoB lança pré-candidatura de Luís Sena a prefeito em Itabuna

Em clima festivo, o Comitê do PCdoB em Itabuna, realizou no último domingo 7, sua
Conferência Municipal. Militantes, filiados e simpatizantes lotaram o auditório da FTC. Estima-se que cerca de 300 pessoas tenham participado da atividade, entre delegados, observadores e curiosos.

A Conferência foi iniciada com a apresentação do balanço da gestão do Comitê que ora encerrava suas atividades. O presidente do Partido em Itabuna, Ramon Cardoso, fez um balanço positivo dos dois últimos anos, mostrando o crescimento do PCdoB em números e ações. “A expressiva participação dos militantes nessa conferência é a prova de nosso crescimento”, avaliou Ramon, que também enfatizou a ousadia e determinação do Partido ao lançar a pré-candidatura de Luís Sena a prefeito e a construção de uma chapa própria de vereadores.

O vereador Wenceslau, que também é membro da Comissão Política Estadual do Partido, explanou sobre a atuação do PCdoB em todo o estado, com destaque para a iniciativa de disputar prefeituras nas cidades onde houver possibilidades. Demonstrando que a pré-candidatura de Sena está inserida em um contexto mais amplo, o vereador informou que o partido encabeçará chapas em 65 municípios baianos. No sul da Bahia, além de Itabuna, há nomes colocados para a disputa das prefeituras de Camacan, Ubatã e Itacaré. Em Una, três comunistas pleiteiam a candidatura. Outros municípios, a exemplo de Buerarema, poderão ter candidatos do partido a vice-prefeito. “Em 2008 iremos agir com audácia assegurando o crescimento do partido e elegendo o maior número possível de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Todo esforço no campo institucional deverá ser feito sem comprometer a consolidação do partido nos movimentos sociais, especialmente no movimento sindical, comunitário, juventude e intelectualidade. Estamos investindo pesado em formação para que o crescimento seja qualificado”, salientou o vereador comunista.

Com a presença da deputada federal Alice Portugal, foi realizado um ato de lançamento oficial da pré-candidatura de Luís Sena a prefeito. Prestigiaram o ato os vereadores César Brandão (PPS) e Edson Dantas (PSB). Em sua saudação Edson Dantas, que é presidente da Câmara de Vereadores, afirmou que também é pré-candidato a prefeito, mas que não teria problema em ser vice de Sena numa coligação PCdoB/PSB. “Seria um orgulho”, declarou Dantas. A deputada federal Alice Portugal destacou a combatividade do Partido em Itabuna e afirmou acreditar no êxito da candidatura de Luís Sena “O PCdoB de Itabuna tem 25 anos de experiência e saberá conduzir esse processo da melhor forma. A pré-candidatura de Sena a prefeito não é uma iniciativa pessoal ou do PCdoB de Itabuna, ela foi uma decisão tomada pela comissão política estadual e faz parte do esforço nacional de crescimento que pretende lançar candidatos a prefeitos em diversos municípios, inclusive em 17 capitais de estado”, avalizou a deputada. Ovacionado pela plenária, o pré-candidato a prefeito Luís Sena afirmou que Itabuna está cansada do pingue-pongue no executivo e clama por novas lideranças no comando administrativo da cidade. “Quando falamos que Itabuna necessita de um nome novo estamos nos referindo a um novo projeto político para a cidade, o qual priorize uma gestão pública participativa e transparente”, afirmou Sena

Na parte da tarde os delegados elegeram o novo Comitê Municipal e a delegação que participará da Conferência Estadual do Partido no mês de novembro, em Salvador. Quebrando o protocolo, o ex-vereador Leonício Guimarães defendeu que a Conferência aprovasse a recondução de Ramon Cardoso à presidência do Partido, fato inédito na vida partidária do município, que tem por tradição reeleger os presidentes uma vez apenas. Ramon vai para o seu terceiro mandato à frente do PCdoB. Os delegados também aprovaram o nome de Márcia Rosely como vice-presidenta.

Ilhéus, Camacan e Itacaré – A conferência em Ilhéus também aconteceu no domingo 7 e teve a participação em massa da militância comunista. Aproximadamente 130 pessoas ocuparam as dependências do Ilhéus Hotel, apesar da chuva, que dificultou o acesso dos militantes da área rural. Muitas lideranças políticas do município prestigiaram o evento, como o prefeito Newton Lima (PSB), o presidente do PSB Magno Lavigne, o presidente do PT e pré-candidato a prefeito Rui Carvalho, o ex-vereador Ivo, a deputada estadual Ângela Souza (PSC), além da deputada federal Alice Portugal. A conferência elegeu seu novo Comitê Municipal, que contará com 23 membros e terá como presidenta a professora e ex-vereadora Marlúcia Paixão, após 25 anos de comando de Gustavo Silveira na presidência do Partido em Ilhéus. A indicação partiu do próprio Gustavo e foi aprovada por aclamação eufórica dos presentes. Treze delegados foram eleitos para a conferência estadual.

Em Camacan, cerca de 100 militantes do PCdoB participaram da Conferência na tarde de domingo, que lançou a pré-candidatura a prefeita da professora Conceição Muniz. Bastante representativa, a atividade contou com as presenças do presidente do PCdoB em Pau Brasil Alberto Evangelista, da presidenta e ex-vereadora do PCdoB em Canavieiras Zezé, do prefeito de Ubatã Agilson Muniz (PCdoB), dos vereadores de Itabuna Luís Sena e Wenceslau Junior, do presidente do PDT Fernando Néri, do presidente do PTB, Amauri Pinto Feliz, Fernando Vargens da EBDA, Eduardo da Bahia Pesca e Moacir, representando o PTe da deputada Alice Portugal . Todos foram unânimes em destacar a necessidade de construção de uma candidatura de esquerda na cidade, além de ressaltarem o prestígio de Conceição junto à população camacanense e da possibilidade de aglutinação dos partidos da base aliada do governo estadual em torno de sua candidatura. Nove dirigentes foram eleitos para o Diretório Municipal, que terá a professora Conceição como presidenta. Também foram eleitos cinco delegados à conferência estadual.

A conferência de Itacaré acontecerá no próximo domingo 14, quando será lançada oficialmente a pré-candidatura de Antonio de Anísio, líder absoluto nas pesquisas de opinião da cidade.

PCdoB oficializa Sena como pré-candidato

A candidatura própria a prefeito de Itabuna é fato que o diretório municipal do PCdoB tem como consumado. Esse posicionamento foi reafirmado neste domingo, dia 7, na conferência do partido, que reuniu cerca de 300 militantes no auditório da FTC. O ato oficializou o nome do vereador Luís Sena como pré-candidato na chapa majoritária. Lista com marcadores

Palavras como “audácia” e “protagonista” foram repetidas em diversos momentos da conferência. Audácia, inclusive, é o título de um documento distribuído pelo diretório durante o ato político. No manifesto, o projeto da candidatura própria é apresentado como resultado de um novo momento político da legenda, que busca o crescimento.

Representante da comissão estadual do PCdoB, o vereador Wenceslau Júnior falou sobre essa nova fase e fez questão de salientar que o partido está disposto a ampliar sua presença política, mas ressalvou: “queremos crescer, mas com qualidade. Wenceslau observou que o PCdoB “não quer inchar, pois não abre mão de sua visão social e critérios éticos". Foi além: “nossas portas estão abertas, mas não para todos; alguns, nós queremos que fiquem lá fora”.

Demonstrando que a pré-candidatura Sena está inserida em um contexto mais amplo, o vereador informou que o partido encabeçará chapas em 60 municípios baianos. No sul da Bahia, além de Itabuna, há nomes colocados para a disputa das prefeituras de Camacan, Ubatã e Itacaré. Em Una, três comunistas pleiteiam a candidatura. Outros municípios, a exemplo de Buerarema, poderão ter candidatos do partido a vice-prefeito.

A conferência foi conduzida pelo presidente do diretório municipal, Ramon Cardoso, que se referiu ao ato como "o ponto alto da democracia interna do partido". Os dirigentes abordaram a relação do PCdoB com os governos estadual e federal, e declararam que o partido sempre cumpre os seus acordos.
Fonte: Pimenta na Muqueca

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Re-inauguração da sede do Sindicato dos Radialistas teve confraternização

Em comemoração ao dia do radialista, foi realizado domingo (30), no restaurante Grill a Kilo, um almoço de confraternização com a categoria. Na oportunidade, alguns comunicadores foram homenageados pelos relevantes serviços prestados à comunidade através da radiodifusão.

Entre os homenageados estavam alguns profissionais que não estão mais atuando, entretanto, ocuparam lugar de destaque e são ainda lembrados como exemplo pelos mais jovens, a exemplo de Iêdo Torres, Romilton Teles e Milton Meneses.

Receberam Títulos de honra ao mérito também: Jai Rener, Clemilson Araújo, Nivaldo Reis, Jorge Eduardo, Marcos Soares, Ramiro Aquino, Robério Menezes, Raimundo Santos (Cocada), Orlando Cardoso, Joel Filho, Silmara Sousa, Rosito Alves, Magnobaldo Ribeiro, Fagundes, Djalma Silva (Jajau) e Paulo Costa.

Após o almoço, os radialistas se dirigiram para a sede do sindicato, que após ser reformada e re-inaugurada, recebeu o nome de Orlando Cardoso.

Segundo Frankvaldo Lima, presidente eleito há pouco mais de dois meses para o STERT, o evento teve como objetivo principal, além de unir a categoria que há anos estava dispersa, reunir diferentes gerações e grandes nomes, cada um com seu papel fundamental na construção da informação através do rádio. “Tivemos dois encontros: Em nossa posse e agora quase dois meses depois já com a sede reformada e os companheiros mais otimistas com a reativação do sindicato. Eles me deram um voto de confiança e pretendo lutar com todas as minhas forças para não decepcioná-los”, diz o presidente do sindicato.

Ainda de acordo com Frankvaldo, o próximo passo é colocar em prática uma campanha de filiação, visto que o STERT já possui um espaço digno para receber os filiados. “Muitos planos serão colocados em prática, inclusive o site www.stert.com.br, que está quase pronto. Temos dois meses à frente do sindicato, teremos um mandato de três anos e esperamos ao final do mesmo ter construído uma nova história para o sindicato”, finaliza.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Trabalhadores rurais realizam maior assembléia preparatória da Conferência de Itabuna



Mais de 150 trabalhadores rurais participaram ontem (30/09) da assembléia de base do Distrital do Campo, em Itabuna. Estiveram presentes assentados do PA Manoel Chinês, Primeiro de Maio, União para Todos, Liberdade, Elemita, Associação Morumbi, Associação do Serrado e Associação Roça do Povo. A assembléia, que é preparatória para a Conferência Municipal, que acontece dia 7 de outubro, no auditório da FTC, contou com a presença do pré-candidato a prefeito pelo PCdoB Luís Sena.

Em sua saudação, Sena destacou a contribuição da área rural para o crescimento do PCdoB na região. “A história do movimento pela reforma agrária em nossa região se confunde com a história do PCdoB e a expressiva participação da área nessa assembléia não me surpreende, apenas ratifica a organização do Partido na área”, frisou Sena.

Para Cristina Vitória, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Itabuna, o crescimento do Partido na área deve-se a uma tomada de consciência. “Hoje o pessoal do campo tem consciência política”. Aldenes Meira, presidente do Distrital do Campo e Tesoureiro do STR-Itabuna, afirmou que o principal fator para esse crescimento é o funcionamento regular do organismo de base. “É um trabalho coletivo. Temos buscado aproximar o partido da classe trabalhadora através da discussão cotidiana, seja através boletins ou assembléias de base”.

Além de lançar a candidatura de Luís Sena, a assembléia referendou o nome de Aldenes como candidato a vereador nas eleições de 2008. Sobre sua candidatura, Meira disse que há muito tempo a categoria discutia a possibilidade de ter uma candidatura da área rural e a decisão do Comitê Municipal de lançar chapa própria para vereador cria as condições ideais para que isso se concretize. “A categoria abraçou a candidatura, prova disso é a participação nessa conferência. Outras lideranças também estão apoiando e eu acho que faremos uma boa campanha”. Dentre estas lideranças está o ex-vereador Tonho de Ioiô (PT), que além de manifestar apoio à candidatura de Aldenes, assegurou que futuramente pretende se filiar ao PCdoB. “É uma questão de tempo”, afirmou o ex-parlamentar.

Sobre a candidatura de Luís Sena a prefeito, Meira considera uma decisão acertada do Comitê Municipal. “O momento é de audácia e ousadia. Luís Sena é um companheiro valoroso, já testado na luta, conhecido de nossa base, e temos tudo para vencer com as nossas candidaturas”, garantiu Aldenes. Cristina lembra que no período da crise cacaueira, Luís Sena foi um dos fundadores do MLT (Movimento de Luta pela Terra) aqui na região. “A área rural sabe do compromisso de Sena e do PCdoB com a luta pela reforma agrária e quer retribuir dando esse forte abraço, com voto na urna para Aldenes e Luís Sena”, assegurou a camponesa.

O Distrital do Campo realizará outra assembléia de base até o dia 3 de outubro com moradores dos assentamentos Itamaracá, Santo Antônio e Boa Lembrança, que não puderam participar da assembléia de domingo. Com essa segunda assembléia, o Distrital deve levar a maior delegação à Conferência Municipal, com 50 delegados, dos quais 37 sete já foram escolhidos.

Campnha Faça Uma Criança Sorrir acontecerá novamente em Itabuna


A exemplo do ano passado será realizada novamente em Itabuna a campanha, FAÇA UMA CRIANÇA SORRIR, que tem como objetivo arrecadar brinquedos para serem distribuídos no dia 12 de outubro (Dia das Crianças) nos bairros carentes de Itabuna.

A idéia da campanha surgiu de uma conversa entre amigos, pretendendo ampliar e divulgar a distribução de brinquedos já realizada por Frankvaldo Lima no Emanoel Leão há mais de 8 anos.

Em 2006 , com apoio de algumas empresas como Gilmara Confecções, FTC, Microlins, Grupo Pai Mendonça, Granja São João, entre outras, foram arrecadados 1800 brinquedos e distribuídos nos bairros: Emanoel Leão, Mangabinha e Santo Antônio.

Este ano pretende-se adquirir mais de 2000 (dois mil) brinquedos e doa-los no Emanoel Leão, Itamaracá e serrado. Quaisquer pessoa pode contribuir doando brinquedos novos, adquirindo a camisa da campanha ou ainda se dispondo a ajudar na distribuição no dia 12/10. Os postos de doação são: FTC, Microlins, Gilmara Confecções, Rádio Difusora, Jornal e Nacional e os telefones para contato: 8807- 0996 (Falar com Kelly Dourado), 9965-0994 (Frankvaldo Lima) e 8818-9228 (Carol).

Kelly Dourado faz um apelo à comunidade grapiuna, solicitando apoio e contribuição, “São mais de 200 mil habitantes em Itabuna, se apenas 1% desta população doar um único brinquedo faremos duas mil crianças felizes em seu dia, este é o momento de mostrarmos o quanto somos solidários”.

Já Frankvaldo Lima, idealizador da campanha, diz que já foi criança carente, sabe a falta que um brinquedo faz e a tristeza de estar neste dia de mãos vazias enquanto colegas exibem os presentes recebidos. “É uma satisfação imensurável ver a alegria e o sorriso de uma criança ao receber um presente em seu dia, visto que seus pais não teriam condições de comprar, desde que era criança e não recebia brinquedos prometi a mim mesmo realizar uma campanha deste tipo, há 8 anos sinto esta satisfação e não a troco por outras alegrias, proporcionar sorriso a um pequenino nos torna pessoas mais humanas e sensíveis as necessidades dos nossos semelhantes, principalmente as crianças carentes que são indefesas e estão castigadas pela desigualdade social existente em nosso país”. Finaliza

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Alguns casos escabrosos da TV Globo

Por Altamiro Borges*
A tentativa de manipulação dos resultados das eleições presidenciais de 2006 não é o único caso escabroso que justifica a reflexão crítica sobre o papel da TV Globo, agora em discussão devido ao fim do prazo da sua concessão pública em 5 de outubro. Na sua longa história, esta poderosa emissora já cometeu várias outras barbaridades ao cobrir importantes fatos políticos. Com base num levantamento do professor Venício de Lima, exposto no livro Mídia, crise política e poder no Brasil, selecionamos três episódios reveladores do péssimo jornalismo praticado por esta corporação midiática, sempre a serviço dos interesses das classes dominantes.

Marinho: “Sim, eu uso o poder" Como aponta o autor na abertura do ensaio, o que distingue a TV Globo de outras redes privadas e comerciais é que, “sob o comando de Roberto Marinho, ao longo dos anos da ditadura militar, ela se transformaria em uma das maiores, mais lucrativas e mais poderosas redes de televisão do planeta. Outorgada durante o governo de Juscelino Kubitschek (1958) e inaugurada em 1965, a TV Globo do Rio de Janeiro, junto às suas outras concessões de televisão, viria a constituir uma rede nacional de emissoras próprias e afiliadas que, não só por sua centralidade na construção das representações sociais dominantes, mas pelo grau de interferência direta que passou a exercer, foi ator decisivo em vários momentos da história política do Brasil nas últimas décadas”.

“Sim, eu uso o poder [da TV Globo], mas eu sempre faço isso patrioticamente, tentando corrigir as coisas, buscando os melhores caminhos para o país e seus estados”, dizia Roberto Marinho.

A fraude contra Brizola

O primeiro caso lembrado por Venício de Lima ocorreu em 1982, já na fase de agonia do regime militar. Leonel Brizola, que retornou do seu longo exílio em 1979, candidatou-se ao governo do Rio de Janeiro. Sua candidatura não agradou à ditadura nem à direção da TV Globo – conforme denunciou um ex-executivo da empresa, Homero Sanchez. Segundo ele, Roberto Irineu Marinho, filho do dono e um dos quatro homens fortes da corporação, havia assumido compromisso com o candidato do regime, Moreira Franco. Foi montado um esquema para fraudar a contagem dos votos através da empresa Proconsult, cujo programador era um oficial da reversa do Exército.

Nesta trama, a TV Globo ficou com o encargo de manipular a divulgação da apuração. Mas, já prevendo a fraude, foi montado um esquema paralelo de apuração, organizado por uma empresa rival, o Jornal do Brasil. A armação criminosa foi desmascarada, Leonel Brizola foi eleito governador e a poderosa Rede Globo ficou desmoralizada na sociedade. Até o jornal Folha de S.Paulo criticou “esta grave e inédita” maracutaia. “O verdadeiro fiasco em que se envolveu a Rede Globo de Televisão durante a fase inicial das apurações no Rio de Janeiro torna ainda mais presentes as inquietações quanto ao papel da chamada mídia eletrônica no Brasil”, alertou.

Passadas as eleições, mesmo desmoralizada, a Globo continuou a fazer campanha feroz contra o governador Leonel Brizola, democraticamente eleito pelo povo. Ela procurou vender a imagem de que ele era culpado pelo aumento da criminalidade e, sem provas, tentou associá-lo ao mundo do crime. Numa entrevista ao jornal The New York Times, em 1987, o próprio Roberto Marinho confessou essa ilegal manipulação. “Em determinado momento, me convenci de que o Sr. Leonel Brizola era um mau governador. Ele transformou a cidade maravilhosa que é o Rio de Janeiro numa cidade de mendigos e vendedores ambulantes. Passei a considerar o Sr. Brizola daninho e perigoso e lutei contra ele. Realmente, usei todas as possibilidades para derrotá-lo”.

Sabotagem das Diretas-Já

Em 1983, com a ditadura já cambaleante, cresceu a rejeição dos brasileiros contra a excrescência do Colégio Eleitoral, que escolhia de forma indireta e autoritária o presidente da República. O jovem deputado federal Dante de Oliveira apresentou uma emenda constitucional fixando a eleição direta a partir de 1985. Os militares reagiram. “A campanha pela eleição direta reveste-se, agora, de caráter meramente perturbador”, esbravejou o presidente-general João Batista Figueiredo. Apesar desta reação aterrorizante, milhões de pessoas começaram a sair às ruas para exigir o democrático direito de votar, na campanha que ficou conhecida como das Diretas-Já.

A TV Globo, totalmente ligada à ditadura, simplesmente ignorou as gigantescas manifestações. Chegou a rejeitar matéria paga sobre o protesto das Diretas-Já em Curitiba. Até duas semanas antes da votação da Emenda Dante Oliveira ela não divulgou nenhum dos eventos da campanha, que reunia centenas de milhares de brasileiros. No comício de São Paulo, em 25 de janeiro de 1984, ela só aceitou noticiar o ato, que juntou 300 mil pessoas, após conversa reservada entre o presidente do PMDB, Ulysses Guimarães, e o chefão Roberto Marinho. Mesmo assim, registrou o comício de maneira distorcida, como se fosse parte da comemoração do aniversário da cidade.

Somente quando percebeu o forte desgaste na sociedade, com os manifestantes aos gritos de “o povo não é bobo, fora Rede Globo”, a emissora começou a tratar da campanha – já na reta final da votação da emenda, em 25 de abril. Novamente, Roberto Marinho confessou seu crime numa entrevista. “Achamos que os comícios pró-diretas poderiam representar um fator de inquietação nacional e, por isso, realizamos apenas reportagens regionais. Mas a paixão popular foi tamanha que resolvemos tratar o assunto em rede nacional”. O “Deus Todo-Poderoso” foi obrigado a ceder.

O ministro da TV Globo

Venício de Lima também relata o curioso episódio da nomeação do ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, em 1988, o que confirma o poder da Rede Globo para indicar e derrubar autoridades e interferir, de maneira indevida e inconstitucional, nos rumos do Brasil. Numa entrevista à revista Playboy, Maílson descreveu que a sua indicação foi fruto de uma negociação entre Roberto Marinho e o presidente da República José Sarney – que, por acaso, já controlava a mídia no Maranhão, possuindo uma afiliada da TV Globo no estado. Ainda como secretário do governo, num cargo subalterno, Maílson da Nóbrega recebeu um telefone emblemático.

“No dia 5 de janeiro, o presidente me ligou perguntando: ‘O senhor teria problemas em trocar umas idéias com o Roberto Marinho?’. Respondi: ‘De jeito nenhum, sou um admirador dele e até gostaria de ter essa oportunidade’... A Globo tinha um escritório em Brasília. Fui lá e fiquei mais de duas horas com o doutor Roberto Marinho. Ele me perguntou sobre tudo, parecia que estava sendo sabatinado. Terminada a conversa, falou: ‘Gostei muito, estou impressionado’. De volta ao ministério, entro no gabinete e aparece a secretária: ‘Parabéns, o senhor é o ministro da Fazenda’. Perguntei: ‘Como assim?’. E ela: ‘Deu no plantão da Globo [no Jornal Nacional]”.

Da mesma forma como indicou, o poderoso Marinho também derrubou o ministro, segundo sua interpretação. “Um belo dia, o jornal O Globo me demitiu. Deu na manchete: ‘Inflação derruba Maílson, o interino que durou vinte meses”, descreve o ex-ministro, que arremata. “Isso teve origem num projeto de exportação de casas pré-fabricadas, para pagamento com títulos da dívida externa, que o Ministério da Fazenda vetou. O doutor Roberto Marinho tinha participação neste negócio... O fato é que O Globo começou a fazer editoriais contra o Ministério da Fazenda”.

Lista extensa de crimes

No livro Roberto Marinho, escrito pelo bajulador Pedro Bial, alguns entrevistados, inclusive o ex-presidente José Sarney, afirmam que era comum o dono da TV Globo ser consultado sobre a escolha de ministros. Pedro Bial, como fiel servidor da emissora, considera “natural que, na hora de escolher seus ministros, o presidente [Tancredo Neves] submeta os seus nomes, um a um, ao dono da Globo”. No recente livro “Sobre formigas e a cigarras”, o ex-ministro Antonio Palocci também relata que consultou a direção da empresa sobre a famosa Carta aos brasileiros, de 2002, na qual o candidato Lula se comprometia a não romper os contratos com as corporações capitalistas.

Na prática, este império interfere ativamente na vida política nacional, seja através de coberturas manipuladas ou de negociadas de bastidores – nas quais ameaça com o seu poder de “persuasão”. Além dos três casos escabrosos, Venício de Lima cita outras ingerências indevidas da TV Globo: “papel de legitimadora do regime militar”; “autocensura interna na cobertura da primeira greve de petroleiros, em 1983”; “ação coordenada na Constituinte de 1987/1988”; “apoio a Fernando Collor de Mello, expresso, sobretudo, na reedição do último debate entre candidatos no segundo turno de 1989”; “apoio à eleição e reeleição de FHC”; “até seu papel de ‘fiel da balança’ na crise política de 2005-2006”, contra o presidente Lula. A lista é bem extensa.


* Jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro As encruzilhadas do sindicalismo (Editora Anita Garibaldi).

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Itabuna: Comentário sobre a realidade sócio-econômica

Por Rosivaldo Pinheiro*

O Município de Itabuna no ano de 2007 foi o primeiro da região cacaueira e o sexto do estado da Bahia, em arrecadação, estimado em R$ 200.000.000,00/ ano. Possui uma área territorial de 580,49 quilômetros, e população de aproximadamente 205.000 habitantes, tendo 97% da população na zona urbana e 3% na zona rural. O acesso ao município se dá através das rodovias Ba 415 e Br 101, ficando a aproximadamente 450 quilômetros da Capital, Salvador.

O Município possui uma importante rede de educação pública e privada em todos os níveis, possui destaque no setor de saúde, sendo na área médica considerada o principal pólo de conhecimento do interior da Bahia, no ramo imobiliário a cidade também assume a hegemonia regional, bem como, no turismo de eventos e entretenimentos, lidera o mercado de publicidade e mídia. O setor de imprensa é considerado o segundo centro da Bahia, possui dois jornais diários (Diário do Sul e Jornal Agora), um semanário (Jornal A Região), três FMs (Fm Sul; Musical FM e Morena FM), Três Rádios AMs (Difusora, Jornal e Nacional),e duas estações de Tvs (Santa Cruz afiliada da rede Globo) e (Cabrália afiliada da Record/Rede Mulher), destaca-se ainda, na revenda de veículos novos e usados, além de ser o principal centro de comércio da região do cacau.

O Município tradicionalmente sempre foi um importante pólo de comércio da região sul do estado, sua localização geográfica aliado ao alto grau de empreendedorismo do seu povo, foram fatores preponderantes para tal status.

A cidade sofreu um grande abalo econômico com a crise causada pela vassoura-de-bruxa no principal produto da base econômica, o cacau. Esta crise causou impactos negativos para a economia de vários municípios e, em especial para as principais cidades que lideram o fluxo de comércio da região cacaueira. Em Itabuna, o impacto foi ainda maior, pois o município sempre assumiu o papel de cidade pólo da região do cacau. Após a instalação da crise da vassoura a cidade procurou romper com a estagnação, implantando um embrionário plano de unidades fabris a partir do inicio da década de noventa. A política de atração das fábricas encontrou na baixa oferta de água um grave entrave, aliado ao fato da mão-de-obra não ser adaptada para o processo industrial, gerando assim, diversos desdobramentos, tanto para o crescimento das fábricas, quanto para os trabalhadores, que em função da insalubridade do ambiente fabril, baixo nível de treinamento específico para suportar os impactos das novas jornadas passou a conviver com freqüentes afastamentos dos serviços, e em alguns casos com problemas irreversíveis a saúde, resultando numa alta rotatividade de mão-de-obra.

Outro ônus resultante desse processo foi o crescimento das áreas periféricas da cidade, uma vez que as pessoas desempregadas eram atraídas pelo marketing político oficial que tratava a embrionária experiência, como se estivéssemos mergulhando num novo ciclo de prosperidade econômica, assim um grande numero de pessoas se deslocavam para o município e na maioria das vezes se instalavam em condições precárias Estes acontecimentos produziram importantes impactos na organização do espaço urbano, demandando um crescente investimento na infra-estrutura, saúde, educação, transporte, lazer e segurança.

Após esta experiência a cidade e seus agentes econômicos continuaram a procurar por alternativas que garantissem a continuidade da pujança econômica do município e, a partir do inicio da década de dois mil a cidade passou a transformar-se num pólo de serviços, tendo como principais expoentes os serviços de educação e saúde, o primeiro marcado pelos investimentos no setor oportunizados pelo primeiro governo Lula, e o segundo, resultante da política de municipalização do setor de saúde. Só para se ter uma idéia deste impacto, o município elevou seu faturamento no setor de saúde de R$ 4,8 milhões em 2001 para R$48 milhões no fim de 2004, este trabalho teve como percussor o segundo Governo do então Prefeito Geraldo Simões (PT), com participação direta de quadros do PCdoB.

A prova inconteste do peso destes setores para o município é o número de alunos advindos de varias regiões do estado e de outras regiões do país estimados em aproximadamente 4.000, distribuídos pelas instituições de ensino superior (UESC; FACSUL e FTC), bem como, o faturamento do setor de saúde que continuou crescendo, alcançando em 2006 R$ 68 milhões.

Evidentemente que a cidade apesar dos números satisfatórios advindos destes setores não se estruturou de forma qualitativa para atender as demandas sociais, carecendo assim de investimentos diversos. Tal saída só será possível se o Poder Público local adotar um planejamento estratégico de gestão, que permita um amplo debate com os organismos do comércio formal (ACI; APEMI; CDLI; SINDICOM), Universidades, Hospitais, Clinicas, Ministério Publico, Conselhos de Classes (CREMEB; COREN; OAB) e os diversos atores do movimento social, para juntos, elaborarmos um plano de ação que possibilite o implemento de políticas públicas que garantam o crescimento e desenvolvimento de emprego e renda, possibilitando a construção de uma cidade mais humana, cujo espaço geográfico leve em consideração os fragmentos nele existente, permitindo a articulação entre esses fragmentos com no sentido de possibilitar a plena articulação entre esses fragmentos e o Poder central do município.

*Rosivaldo Pinheiro, economista, é membro da Comissão Política Municipal do PCdoB e Diretor Administrativo da Câmara Municipal de Itabuna.

Revista 'Princípios' denuncia ditadura da mídia


Criada para difundir e fomentar o debate crítico, a revista Princípios chega ao número 91 com um tema que assumiu relevância na agenda política do país: a democratização da mídia.

Capa da edição atual de 'Princípios' Segundo a revista, a comunicação social plural que está consagrada pela Constituição - foi sufocada pelo monopólio midiático. A liberdade de imprensa é também aviltada e reduzida à "liberdade de empresa". Conglomerados de mídia atuam, sem marco regulatório, sob a regência, quase tão-somente, da ganância de seus interesses. Princípios afirma que, para o avanço da democracia no país, é imperativo o enfrentamento dessa questão.

Para desvendar essa temática, a revista publica textos de autores que a tem estudado exaustivamente: do secretário nacional de Comunicação do PCdoB, Altamiro Borges, do sociólogo e jornalista Venício A. de Lima; do jornalista e editor do jornal A Classe Operaria, José Carlos Ruy; do mestre em Comunicação Social, Rodrigo de Carvalho; e do jornalista e sociólogo Laurindo Lalo Leal Filho.

Mesmo com o atual crescimento e difusão das tecnologias da comunicação, o debate em questão diz respeito à ideologia que se está transmitindo. A necessidade da mídia em uma sociedade emancipada demanda muito mais do que mudanças nas leis e ampliação ao acesso aos meios de comunicação: demanda repensar o princípio ideológico das mensagens que têm sido reforçadas e propagadas aos quatro ventos.

Mas parece que o esquema de produção de verdades absolutas está, no início do século 21, frente a frente a uma crise existencial. Através da experiência do Vermelho, o jornalista Bernardo Joffily - outro colaborador dessa edição de Princípios - exemplifica como o povo se mostra cada vez mais interessado em uma imprensa informativa, de qualidade, comprometida com os ideais progressistas.

A revista também apresenta artigos que acompanham outros temas da atualidade. No campo internacional, Patrick Theuret faz uma reflexão sobre a política francesa com a eleição presidencial de Nicolas Sarkozy, em seu texto "Vitória da direita na França". Marcos Antonio Macedo e Rafael Fagundes Cagnin, professor do Instituto de Economia da Unicamp e mestrando em Economia, através do artigo "A dinâmica do sistema financeiro imobiliário no Estados Unidos", trazem uma análise do mercado imobiliário estadunidense.

Já o jornalista Dilermando Toni, em seu artigo "Grandes desafios e disputas internacionais", comenta as principais disputas do capitalismo de hoje: os recursos energéticos e o comércio internacional. A. Sérgio Barroso, doutorando em Economia através do artigo "Globalização financeira: uma revolução capitalista?", analisa a evolução do capitalismo monopolista.

A edição traz dois artigos sobre a questão de gênero e a política: "Mulheres na política: subverter valores, reordenar espaços", da deputada federal Jô Moraes (PCdoB-MG); e "Políticas Públicas sobre a ótica de gênero" da jornalista e presidente estadual do PCdoB-RJ, Ana Rocha. A revista finaliza com um texto do jornalista André Cinta sobre dois grandes cineastas, falecidos em julho deste ano: "Bergman, Antonioni e o falso ´fim de uma era'".

O fim da concessão da TV Globo

Por Altamiro Borges

O dia 5 de outubro terá enorme significado para todos os que lutam contra a ditadura da mídia e pela democratização das comunicações no país. Nesta data vence o prazo das concessões públicas de várias emissoras privadas da televisão brasileira, entre elas de cinco transmissoras da Rede Globo – São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Belo Horizonte. A Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), que reúne as principais entidades populares e sindicais brasileiras, já decidiu aproveitar o simbolismo desta data para realizar manifestações em todo o país contra as ilegalidades existentes no processo de concessão e renovação das outorgas de televisão.

De acordo com a Constituição de 1988, a concessão pública de TV tem validade de 15 anos. Para que ela seja renovada, o governo precisa encaminhar pedido ao Senado, que pode aprová-lo com o voto de 3/5 dos senadores. No caso de rejeição, a votação é mais difícil. A proposta do governo deve ser submetida ao Congresso Nacional, que pode acatar a não renovação da concessão da emissora com os votos de 2/5 dos deputados e senadores. Antes da Constituição de 1988, esta decisão cabia exclusivamente ao governo federal. A medida democratizante, porém, não superou a verdadeira “caixa-preta” vigente neste processo, sempre feito na surdina e sem transparência.

Baixarias e lixo importado

Como explica o professor e jornalista Hamilton Octávio de Souza, “os processos de concessão e de renovação têm conseguido, ao longo das últimas décadas, uma tramitação silenciosa e aparentemente tranqüila, com acertos apenas nos bastidores – especialmente porque muitos dos deputados e senadores também são concessionários públicos da radiodifusão, sócios e afiliados das grandes redes e defendem o controle do sistema de comunicação nas mãos de empresários conservadores e das oligarquias e caciques políticos regionais – os novos ‘coronéis’ eletrônicos”. Na prática, Executivo e Legislativo não levam em conta nem as próprias normas constitucionais.

Entre outros itens, a Constituição de 1988 proíbe a monopolização neste setor, mas as principais redes atuam como poderosos oligopólios privados. Além disso, exige que a comunicação social promova a produção da cultura nacional e regional e a difusão da produção independente, mas as redes – em especial a Globo – impõem uma programação centralizada e importada da indústria cultural estrangeira. Ela também exige que a TV tenha finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas, mas as emissoras produzem e veiculam programas que não atendem esse preceito constitucional. “Elas despejam em cima da população programas de baixaria e o lixo importado, que nada têm a ver com a identidade, os valores e a cultura nacional”, observa Hamilton.

Manipulação e deformação da sociedade

Além de deformar comportamentos, com efeitos danosos na psicologia social, a mídia é hoje um instrumento político a serviço dos interesses das corporações capitalistas. Como decorrência do intenso processo de monopolização do setor, ela se tornou um verdadeiro “partido do capital”, conforme a clássica síntese do intelectual italiano Antonio Gramsci. Ela manipula informações, utilizando requintadas técnicas de edição, com o intento de satanizar seus inimigos de classe e endeusar os aliados. A defesa do “caçador de marajás” Fernando Collor, a cumplicidade diante dos crimes de FHC e a oposição ferrenha ao governo Lula confirmam esta brutal manipulação.

Estas e outras aberrações da mídia – monopolizada, desnacionalizada e manipuladora – ficaram patentes no ano passado. Vários institutos independentes de pesquisa provaram que a cobertura da sucessão presidencial foi distorcida, “partidarizada”. O livro A mídia nas eleições de 2006, organizado pelo professor Venício de Lima, apresenta tabelas demonstrando que ela beneficiou o candidato da direita liberal, Geraldo Alckmin, ao editar três vezes mais notícias negativas contra o candidato Lula. “A grave crise política de 2005 e a eleição presidencial de 2006 marcam uma ruptura na relação histórica entre a grande mídia e a política eleitoral no Brasil”, afirma Venício.

Tentativa de golpe na eleição

Nesse violento processo de manipulação caiu a máscara da TV Globo – que até então ainda iludia alguns ingênuos, inclusive no interior do governo Lula. A sua cobertura na reta final das eleições foi decisiva para levar o pleito ao segundo turno. Conforme demonstrou histórica reportagem da revista Carta Capital, uma operação foi montada entre o delegado da Polícia Federal Edmilson Bruno e a equipe da Rede Globo para criar um factóide político na véspera do primeiro turno. Após vazar ilegalmente fotos do dinheiro apreendido na tentativa desastrada de compra do dossiê da “máfia das sanguessugas”, que incriminava o partido de Geraldo Alckmin, o policial corrupto ordenou que a difusão das imagens fosse feita no Jornal Nacional da noite anterior ao pleito.

A negociação foi gravada, mas a TV Globo preferiu ocultá-la. Além disso, escondeu o trágico acidente com o avião da Gol para não ofuscar sua operação contra o candidato Lula. Para Marcos Coimbra, diretor do instituto de pesquisas Vox Populi, a manipulação desnorteou todas as sondagens eleitorais, que davam a folgada vitória de Lula, e evitou sua reeleição já no primeiro turno. “Os eleitores brasileiros foram votar no dia 1º de outubro sob um bombardeio que nunca tinha visto, nem mesmo em 1989... Em nossa experiência eleitoral, não tínhamos visto nada parecido em matéria de interferência da mídia”, garante o veterano Coimbra.


Um debate estratégico

Diante deste e de tantos outros fatos tenebrosos, que aviltam a democracia e mancham a história do próprio jornalismo, ficam as perguntas: é justa a renovação da concessão pública da poderosa TV Globo? Ela ajuda a formar ou a deformar a sociedade brasileira? Ela informa ou manipula as informações? Ela atende o preceito constitucional que proíbe o monopólio da mídia e exige que a comunicação social promova a produção da cultura nacional e regional e a difusão da produção independente e que tenha finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas? Estas e outras questões estarão em debate nas semanas que antecedem o simbólico 5 de outubro.

À CMS caberá levar esta discussão estratégica às suas bases. Já o governo e o Parlamento, que devem zelar pela Constituição, não poderão ficar omissos diante deste tema. “Antes de propor a renovação automática da concessão, os órgãos de governo deveriam proceder à análise cuidadosa dos serviços prestados, com a devida divulgação para a sociedade. Antes de votar novos períodos de concessão, o Senado Federal deveria, em primeiro lugar, estabelecer o impedimento ético aos parlamentares envolvidos com a radiodifusão e, em segundo lugar, só aprovar a renovação que esteja de acordo com a Constituição, a começar pelo fim do oligopólio – já que o objetivo maior deve ser o da democratização da comunicação social”, pondera Hamilton de Souza.


*Jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro As encruzilhadas do sindicalismo (Editora Anita Garibaldi).

sábado, 22 de setembro de 2007

Itabunense é o representante do Território Litoral Sul no Conselho Estadual das Cidades


Aconteceu entre os dias 13 e 16 de setembro, no Centro de Convenções, em Salvador, a 3ª Conferência Estadual das Cidades. A Conferência Estadual é etapa preparatória da Conferência Nacional, a ser realizada em Brasília, de 25 a 29 de novembro próximo, sob a coordenação do Ministério das Cidades.
O evento contou com a participação do Governador Jaques Wagner, do Ministro das Cidades Márcio Fontes, do Prefeito de Salvador João Henrique e do Secretário de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia Afonso Florense.

Entre os temas em pauta no encontro estadual, destacaram-se a construção coletiva da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano – PNDU, que pretende articular municípios, estados e federação para viabilizar o planejamento, o financiamento e a gestão das políticas urbanas de forma eficiente e participativa. Os participantes da conferência assistiram palestras, participaram de debates e, no final de cada jornada, se reuniram em plenárias para votar e eleger as ações e diretrizes.
O evento reuniu 1.200 delegados dos 26 territórios de identidade do estado, incluindo representantes dos poderes públicos e aqueles eleitos durante as etapas municipais.

Também na oportunidade foram eleitos os membros do Conselho Estadual das Cidades. O presidente da UABI-União das Associações de Bairros de Itabuna, Edson Gomes, mais conhecido como Pule, foi eleito para o Conselho Estadual das Cidades para representar do Território Litoral Sul, e para Conferência Nacional, foi eleito Domingos Alves de Andrade, atual Presidente da Associação de Moradores do Novo Fonseca e também membro da UABI.

Sena defende a CEPLAC

O vereador Luís Sena é um dos participantes da luta em defesa da CEPLAC. Para ele, o órgão possui papel importantíssimo e estratégico no desenvolvimento da região cacaueira.

Sena repudia qualquer possibilidade de extinção da CEPLAC. “A declaração, do ministro da agricultura, acerca da possível desativação do órgão e incorporação de suas atividades de pesquisa e extensão à EMBRAPA foi infeliz. A CEPLAC é essencial aos planos de revitalização da nossa região, cumprindo políticas públicas e aplicando o acúmulo de conhecimento e de experiência, através das suas principais atribuições de pesquisa e extensão. Defendemos a manutenção da CEPLAC e exigimos o seu projeto de institucionalização, não só como uma luta corporativa ou regionalista, mas por entender que este instrumento, que tanto serviu de forma estratégica para desenvolver uma lavoura e, conseqüentemente, um produto divulgador da nossa economia terá, com certeza, um papel importante no processo de diversificação da nossa economia.

Para tanto, Sena propõe uma ampla mobilização envolvendo parlamentares de todos os partidos, funcionários e pesquisadores da CEPLAC, produtores rurais e representações de entidades da sociedade organizada no intuito de criar este forum de debate capaz de exigir do governo federal a institucionalização e um plano de atuação desse importante instrumento. Já existe uma articulação para ser realizada uma Sessão Especial, na Assembléia Legislativa do estado da Bahia, com a participação da comissão estadual e o secretário de agricultura e também, através dos deputados federais Daniel Almeida e Alice Portugal, uma Audiência Pública com a comissão de agricultura da Câmara dos Deputados.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Tribunal de Justiça da Bahia cassa Fernando Gomes


O Tribunal de Justiça da Bahia cassou a liminar que mantinha Fernando Gomes no cargo de prefeito desde o ano passado, quando foi afastado por improbidade administrativa.

A cassação refere-se à uma denúncia de superfaturamento na contratação da banda de pagode baiano Terra Samba, que se apresentou no “Carnaveillon” de 1999/2000 pela “bagatela” de R$ 140.000,00 (cento e quarenta mil reais). A elegação de FG é que a banda havia “explodido”. Em pronunciamento no plenário da Câmara Municipal de Itabuna, o vereador Wenceslau Junior afirmou que “o que explodiu foi o superfaturamento e a falta de vergonha do prefeito”, ao lembrar que um ano após aquela apresentação, a Secretaria de Indústria, Comércio, Agricultura e Turismo, então administrada pelo PCdoB, contratou a mesma banda por R$ 25.000 (vinte e cinco mil reais).

Agora a Câmara de Vereadores aguarda uma Carta de Ordem do Tribunal de Justiça da Bahia, para dar posse ao vice-prefeito, José Nílton Azevedo. O vereador Luís Sena fez uma chamamento para que os vereadores e a sociedade civil organizada ficassem atentos, pois a qualquer momento a Carta de Ordem pode chegar.

Caso Azevedo não compareça a posse, o presidente da Câmara, Edson Dantas ocupará o cargo de prefeito de Itabuna. Uma comissão de vereadores e assessores jurídicos desembarca amanhã em Salvador para acompanhar o processo.

Frankvaldo se filia ao PCdoB


O radialista Frankvaldo Lima filiou-se esta manhã ao Partido Comunista do Brasil. O ato de filiação aconteceu na sede do PCdoB e contou com a participação de toda a Executiva comunista, que deu as boas vindas ao novo militante. A ficha do mais novo filiado foi abonada pelo presidente do Partido Ramon Cardoso, pelo vereador e membro da Comissão Política Estadual Wenceslau Junior e pelo vereador e pré-candidato a prefeito Luís Sena, numa demonstração de prestígio.

Frankvaldo é presidente do Sindicato dos Radialistas e tem um trabalho social reconhecido pela sociedade itabunense, que o credencia a ser candidato a vereador pelo PCdoB. Sua vinda fortalece a chapa de vereadores e reflete o crescimento do Partido em Itabuna.

Seja bem vindo, camarada!

A MÍDIA TOMOU PARTIDO NA ELEIÇÃO - Entrevista com o professor da UNB Vinício de Lima

O professor Vinício de Lima, que organizou o livro “A Mídia nas Eleições 2006”, editado pela Fundação Perseu Abramo, deu uma entrevista ao Congresso em Foco sobre o que diz livro e como a mídia tomou partido contra o Presidente Lula, na eleição de 2006. Vinício de Lima também participará do painel “A Democratização da Mídia no Brasil”, no Seminário Estadual de Comunicação do PCdoB, que acontece entre os dias 21 e 23 de setembro, na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador.

Leia a integra da entrevista:

A GRANDE MÍDIA NA BERLINDA
A pluralidade da internet e o surgimento de novas lideranças sociais foram decisivas no resultado da eleição em 2006, diz pesquisador

Por Edson Sardinha

Objeto de intensos debates entre os próprios eleitores, a cobertura jornalística da campanha eleitoral de 2006 será lembrada pelo forte desequilíbrio, pela hostilidade ao candidato Lula, pelo descolamento entre a opinião dominante na grande imprensa e a da maioria do eleitorado.

Numa cobertura em que a parcialidade da grande mídia virou notícia, a pluralidade de informações encontrada na internet, aliada ao crescimento da influência de lideranças do movimento social, foi fundamental para a reeleição do presidente Lula e para pôr em xeque a credibilidade dos grandes veículos de comunicação.

Essas são algumas das principais conclusões do livro A mídia nas eleições de 2006, lançado semana passada pela Fundação Perseu Abramo, em Brasília, e coordenado pelo pesquisador Venício A. de Lima, do Núcleo de Estudos e Mídia e Política da Universidade de Brasília (UnB).

Dividido em 11 capítulos, o livro busca responder a três questões básicas: como foi a cobertura jornalística das eleições, qual foi o papel da mídia no processo eleitoral e o que é necessário para aprimorar o funcionamento dela na democracia brasileira. “Com toda certeza, a gente pode afirmar, pela avaliação desse desequilíbrio da cobertura, que o candidato que ganhou não era o candidato preferido pela grande mídia. Então, nesse sentido, ela foi derrotada, sim”, afirma Venício, nesta entrevista ao Congresso em Foco.
O desequilíbrio da cobertura em favor do candidato tucano Geraldo Alckmin, diz Venício, é apontado por levantamentos realizados por três instituições independentes de pesquisa: o Observatório Brasileiro de Mídia (OBM/MWG-Brasil), capítulo brasileiro do Media Watch Global; o Doxa, Laboratório de Pesquisa em Comunicação Política e Opinião Pública do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), e o Centro de Altos Estudos em Publicidade e Marketing (CAEPM), da Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo (ESPM-SP).

“Segundo o relatório do Doxa, nas eleições de 2006 o desequilíbrio foi tão maior que é muito difícil não identificar na cobertura um viés partidário. Você não pode nem dizer que ele foi desequilibrado. O Doxa vai mais longe e diz que foi partidário. Então talvez essa tenha sido uma novidade”, diz Venício.

Novos mediadores
Mas por que, apesar desse cenário negativo, Lula se reelegeu? Na avaliação de Venício, a crescente organização da sociedade civil tem favorecido o surgimento de novos mediadores e diminuído o poder de influência direta da grande mídia numa velocidade muito maior do que a própria imprensa é capaz de identificar.

“Mesmo que a maioria do eleitorado não tenha acesso direto à internet, ela passa a ter um acesso indireto, que é mediado por esses novos formadores de opinião que não são aqueles da mídia tradicional. É gente que tem acesso a uma pluralidade maior de informação que a internet oferece e que a mídia tradicional, por sua vez, não”, observa o pesquisador.

Para Venício, a grande mídia reproduz preconceitos e ainda ignora a capacidade dos brasileiros que não integram a “elite” de fazer “algum julgamento racional inteligente”. “Para essa elite, a mídia impressa continua sendo o que sempre foi. Só que essa mídia impressa, que tem uma circulação reduzida, se afastou muito do conjunto da população”, afirma.

No livro, além das reflexões de Venício, estão reunidos artigos de outros 15 jornalistas e analistas políticos, acadêmicos ou não, como Luís Nassif, Paulo Henrique Amorim, Bernardo Kucinski, Marcos Coimbra, Renato Rovai e Antonio Albino Canelas Rubim, entre outros.

Em que pese a editora ser de uma fundação criada pelo PT, o coordenador do livro descarta qualquer viés partidário no conteúdo da obra. “Eu tive uma preocupação muito grande em tentar fazer um livro sério, que não pudesse ser acusado de ser um livro partidário”, afirma, ressaltando que entre os autores da obra há, inclusive, profissionais que prestam serviços para o PSDB.

Venício A. de Lima é um dos principais estudiosos da relação entre política e mídia no Brasil. Em 2005, levantamento feito pelo pesquisador – e reproduzido por este site – revelou que 51 dos 513 deputados eram diretamente concessionários de rádio e TV, prática proibida pela Constituição. O documento resultou na abertura de um procedimento pela Procuradoria Geral da República (leia mais).

Mestre, doutor e pós-doutor em Comunicações pela Universidade de Illinois (EUA) e pós-doutor pela Universidade de Miami-Ohio, é sociólogo, jornalista e publicitário.
Veja, a seguir, a entrevista dada por ele ao Congresso em Foco.

Congresso em Foco – Como surgiu o livro A mídia nas eleições de 2006? O que o senhor, como organizador, pretendeu com ele?
Venício A. de Lima – O livro foi uma iniciativa da editora (Fundação Perseu Abramo), que me convidou para fazer uma proposta. Eu fiz uma proposta, discuti com a editora, ela aceitou. Então nós partimos para convidar as pessoas que eu achei que poderiam contribuir. A minha proposta foi de um livro que fosse, ao mesmo tempo, uma análise da relação da mídia com as eleições de 2006 e que também fosse um documento sobre as eleições. De tal forma que, se daqui a alguns anos, alguém quiser saber o resultado das eleições e os documentos da relação da mídia com o processo eleitoral, possa recorrer a ele.

A que perguntas o livro tenta responder?
O plano do livro foi responder a três questões básicas: como é que foi a cobertura da imprensa da campanha eleitoral, qual foi o papel da mídia nas eleições e de que forma essa relação entre mídia e eleições pode ser aperfeiçoada na democracia brasileira. E além das respostas a essas três questões, tem um anexo com as três principais reportagens de capa da Carta Capital que saíram imediatamente depois do primeiro turno das eleições e tem a resposta que o diretor-executivo de Jornalismo da Rede Globo deu à primeira dessas matérias. Tem também a carta do jornalista Rodrigo Vianna, que foi demitido da Rede Globo. Nós queríamos publicar a resposta do diretor de Jornalismo da Globo em São Paulo a essa carta, mas ele não autorizou. Então nós damos a indicação de onde essa carta pode ser encontrada na internet. É um comunicado à imprensa, na verdade. E tem também uma compilação feita diretamente dos dados do TSE dos resultados da eleição para os dois principais candidatos, tanto no primeiro turno quanto no segundo turno, estado por estado. Então são, na verdade, 11 capítulos, cinco anexos, além de uma grande introdução geral que eu mesmo fiz que busca fazer uma espécie de resumo dos pontos principais dos capítulos do livro.

Em relação às perguntas que o livro pretende responder, vamos por tópicos. A primeira: como foi a cobertura jornalística das eleições? A que resposta foi possível chegar?
Nós solicitamos estudos a três instituições diferentes – o capítulo brasileiro do Media Watch Global, que é o Observatório Brasileiro de Mídia, o instituto Doxa que é ligado ao Iuperj, da Faculdade Cândido Mendes no Rio de Janeiro, e o Centro de Altos Estudos em Publicidade e Marketing (CAEPM) da Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo (ESPM-SP) – que fizeram um acompanhamento sistemático da cobertura da mídia durante as eleições. Esse instituto da ESPM fez um estudo pioneiro dos sites de relacionamento na internet. Já o OBM e o Doxa fizeram o acompanhamento da mídia impressa. O OBM fez dos cinco principais jornais de referência nacional e das quatro revistas. O Doxa, dos principais jornais. Tem a diferença de um jornal cujos resultados não estão nesse relatório, que, salvo engano, é o Jornal do Brasil. Mas, nessa primeira parte, a conclusão dos estudos que fizeram análise da mídia é que a cobertura foi, de maneira muito clara, desequilibrada a favor de um dos candidatos.

A favor de quem?
A gente tem lá longos relatórios de pesquisa que não podem ser contestados do ponto de vista da sua seriedade e da validade da metodologia com a qual eles foram elaborados. Ficou muito claro que, na sua maioria, a mídia impressa cobriu de forma desequilibrada as eleições e que, com exceção da revista Carta Capital, esse desequilíbrio favoreceu o candidato do PSDB.

Mas esse desequilíbrio não pode ser atribuído ao calor da crise do mensalão em 2005?
Pode, mesmo porque a cobertura da crise também foi desequilibrada. Embora, em imensa parte do livro, esses relatórios não façam essa conexão. Mas, nos artigos da segunda parte, pelo menos dois textos fazem claramente essa conexão.

A que se deve esse desequilíbrio? A uma deliberação dos próprios veículos de comunicação? As pesquisas constataram o desequilíbrio. A que atribuir isso?
As pesquisas não estavam em busca dessa resposta. Porque a pesquisa é uma observação factual de acordo com determinados critérios metodológicos. Não tem como atribuir por que isso aconteceu. Na segunda parte, que é mais analítica e não tem o compromisso da pesquisa, por exemplo, tem um artigo escrito pelo Bernardo Kucinski em que ele levanta hipóteses sobre o que ele chama de antilulismo, que prevaleceu entre os jornalistas, por exemplo. Ele constata que entre os jornalistas mais jovens foi desenvolvendo-se um antilulismo que tem componente, inclusive, o preconceito de classe. Aí já é uma coisa mais de interpretação analítica que corre pela responsabilidade de cada um dos analistas. Mas os institutos só constataram o desequilíbrio. Eles não têm, na verdade, como avançar na explicação da razão desse desequilíbrio.

É possível identificar quando esse desequilíbrio se tornou mais evidente?
Depende. Por exemplo, há momentos em que a relação de colunas favoráveis a um dos candidatos chegou a quatro por um, segundo o Observatório da Mídia. O pico de cobertura negativa em relação a um candidato e positiva em relação a outro coincide com a divulgação do dinheiro que teria sido usado para comprar aquele suposto dossiê que foi revelado por um delegado da Polícia Federal.

As matérias negativas tiveram alguma influência no fato de a eleição ter ido para o segundo turno? É possível averiguar isso ou não?
Um dos capítulos mais interessantes do livro é um artigo do Marcos Coimbra, do Vox Populi, que tem inclusive um título provocativo que é “A mídia teve algum papel durante o processo eleitoral de 2006?”. É um artigo longo que, inclusive, tem uma fundamentação teórica muito interessante, apesar da conclusão do artigo ser de que, de um modo geral, a importância da mídia nos resultados tenha sido pequena. O momento em que, segundo o artigo, não há nenhuma dúvida de que houve interferência direta da cobertura da mídia foi na semana que antecedeu à realização do primeiro turno. Ele mostra isso com base no acompanhamento feito pelo Vox Populi.

E o que teve de novo na cobertura das eleições do ano passado? Teve alguma novidade na forma como a mídia cobriu o processo?
Para responder a essa pergunta, eu precisaria ter estudos, com os mesmos dados, em relação às eleições anteriores. O relatório do instituto Doxa faz uma comparação entre a cobertura de 2002 e a cobertura de 2006. Segundo o relatório do Doxa, nas eleições de 2006 o desequilíbrio foi tão maior que é muito difícil não identificar na cobertura um viés partidário. Você não pode nem dizer que ele foi desequilibrado. O Doxa vai mais longe e diz que foi partidário. Então talvez essa tenha sido uma novidade.

Mas também não há, no caso, nenhuma indicação das razões disso?
Uma pesquisa que fale no porquê estará olhando para uma bola de cristal. Só se perguntasse aos jornalistas por que eles deram uma inflexão. Isso não existe. O que você pode fazer é levantar hipóteses em artigos de análise. E é o que a segunda parte do livro faz. Mas lá nos relatórios de pesquisa isso não aparece. O objetivo da pesquisa era ver como foi a cobertura.

O senhor arrisca alguma hipótese?
Não, não arrisco.
O senhor acredita que os sites e os blogs, de maneira em geral, tiveram um papel importante nesse processo também?
Essa pesquisa da ESPM trabalhou, sobretudo, com o Orkut. E no Orkut, que é o maior site de relacionamento que há no Brasil, a constatação da pesquisa foi de que havia mais sites favoráveis ao candidato do PSDB do que ao candidato do PT. A pesquisa da ESPM, que trabalhou com os principais blogs no período eleitoral, constatou que, no caso brasileiro, eles estavam associados aos grandes grupos de mídia. Na segunda parte do livro tem um artigo muito interessante do Sérgio Amadeu, que é um professor da Cásper Líbero e que já foi do Comitê Gestor da Internet no Brasil. Ele avança numa hipótese muito interessante sobre a importância da internet nessas eleições que tem a ver com a perda relativa de importância dos formadores de opinião tradicionais. O artigo é muito interessante e parte mais ou menos da constatação de que houve um claro descolamento da opinião da maioria dos articulistas da mídia impressa tradicional em relação à maioria dos eleitores, o que se mostrou inclusive no resultado das eleições.
E uma coisa interessante é que esses considerados formadores de opinião tradicionais foram sendo substituídos por uma liderança que emerge da organização da sociedade, numa velocidade muito maior que a própria mídia tradicional admite. E essa nova liderança é ligada diretamente aos movimentos sociais. Ela, sim, tem acesso à internet e, portanto, passa a ter um acesso a uma diversidade e pluralidade de opiniões que a mídia tradicional não oferece. Um dos problemas da influência da internet nos resultados eleitorais é a questão da exclusão digital, que ainda é muito grande no Brasil. Mesmo que a maioria do eleitorado não tenha acesso direto à internet, ela passa a ter um acesso indireto, que é mediado por esses novos formadores de opinião que não são aqueles da mídia tradicional. É gente que tem acesso a uma pluralidade maior de informação que a internet oferece e que a mídia tradicional, por sua vez, não. Isso está explicado, inclusive de uma forma melhor, na introdução que eu fiz.

De alguma forma a credibilidade da grande mídia ficou em xeque nas eleições de 2006?
Sem dúvida nenhuma. Eu acho que isso permeia vários artigos. Gosto muito de uma observação do Bernardo Kucinski: ele fala que na nossa mídia impressa a elite é a fonte, a protagonista e a leitora das notícias. Então, para essa elite, a mídia impressa continua sendo o que sempre foi. Só que essa mídia impressa, que tem uma circulação reduzida, se afastou muito do conjunto da população. E eu acho, aliás, pensando no que está acontecendo até agora, a grande mídia impressa continua distante do conjunto da população.

Como assim? Seria o “exagero”, apontado pelo presidente Lula, no noticiário negativo em relação ao país?
Não acho que é só por causa disso, não. É uma posição de certo elitismo, de distanciamento, de não reconhecimento da massa da população como capaz de fazer algum julgamento racional inteligente. Essa posição que eu acabei de expressar aqui esteve muito presente na campanha eleitoral, na interpretação dos resultados das pesquisas. Ela acompanha grande parte das análises que continuam atribuindo índices favoráveis ao governo, ao presidente Lula, o que é uma desqualificação da capacidade da maioria da população. Isso é absolutamente freqüente. É mais por aí, um distanciamento mesmo desse elitismo da nossa mídia impressa, num país de extremas desigualdades sociais, econômicas e educacionais. Essa mídia impressa fala para muito pouca gente.
Nesse caso, aproveitando até a última pergunta respondida pelo livro: o que é necessário para aprimorar o funcionamento da mídia na democracia brasileira?
Tem um artigo, talvez o mais acadêmico do livro, escrito por um colega nossa aqui da UnB, o Luis Felipe Miguel. Ele faz uma análise comparada muito interessante dos modelos de organização da mídia que já existiam historicamente e uma série de recomendações com relação a mecanismos legais de controle. Por exemplo, de concentração da propriedade no sentido de garantir os princípios que a doutrina da democracia liberal defende para mídia nas democracias, como a pluralidade e a diversidade. Só que ele faz uma análise um pouco mais teórica e histórica desses diferentes modelos e vai por esse caminho.

Mas, a médio prazo, é possível falar em um modelo em que seja possível avançar nessa relação entre mídia e processo eleitoral para que haja um equilíbrio?
O livro não tem uma solução mágica para isso. Uma preocupação minha desde o princípio foi de que o livro não ficasse apenas numa crítica. Que o livro tivesse também um lado propositivo. O livro não faz proposta de legislação, nem uma análise dos desequilíbrios históricos que são característicos do sistema brasileiro de radiodifusão. O que o livro faz é avaliar as alternativas de organização dos sistemas de mídia, em como um sistema de mídia numa democracia rigorosa deve funcionar. E aí recomenda medidas no sentido de garantir esses princípios da pluralidade, da diversidade e do localismo.

A mídia, de alguma forma, foi derrotada nesse processo eleitoral?
Vários autores disseram que sim. Tem um artigo muito interessante do Luís Nassif que fala isso, tem um artigo do Renato Rovai que fala isso. Com toda certeza, a gente pode afirmar, pela avaliação desse desequilíbrio da cobertura, que o candidato que ganhou não era o candidato preferido pela grande mídia. Então nesse sentido ela foi derrotada sim.

O senhor, como pesquisador, percebeu alguma mudança neste primeiro semestre na relação da grande imprensa com o presidente Lula?
Não. Absolutamente, não. Não percebo nenhuma mudança. Aliás, não tenho nenhuma expectativa pessoal, aqui eu falo como uma pessoa que observa a mídia há muitos anos, não como organizador do livro. Eu acho meio complicada essa relação que se estabeleceu entre a grande mídia e o governo Lula. Creio que ela vai continuar até o fim. Eu não vejo muita saída. Eu deposito uma esperança muito grande, espero não me frustrar, com o início de funcionamento da TV pública. Além de cumprir um preceito constitucional, a TV pública vai oferecer – espero que ofereça – uma alternativa, sobretudo ao jornalismo, na cobertura política com mais equilíbrio e com credibilidade. Que possa servir de referência como um novo momento da cobertura política no Brasil da relação da mídia com a política. Eu tenho muita esperança nesse sentido. Agora, eu tenho a impressão de que, desde o início da crise de maio de 2005 pra cá, as relações ficaram muito contaminadas. E há uma má vontade mesmo, que está instalada. A gente vê isso na escolha dos editoriais, na escolha edição de fotos. Infelizmente, eu vejo isso com certo pessimismo.

O senhor chega a identificar preconceito também, como disse o presidente Lula?
Eu acho que, em certos casos, essa talvez seja a palavra mais indicada. Eu não queria, eu não sei qual é a sua intenção, mas eu não queria associar o livro às minhas opiniões pessoais. São 16 autores e há dois, inclusive, que prestam serviços ao PSDB. Eu tive uma preocupação muito grande em tentar fazer um livro sério, que não pudesse ser acusado de ser um livro partidário. Você está pedindo de mim opiniões que acabam indo por esse rumo. Mas acho que o preconceito não é só da imprensa, é da nossa cultura política. Até na convivência pessoal dá para perceber que, para muitas pessoas, é difícil aceitar que uma pessoa sem escolaridade, que tem a origem do presidente Lula, seja presidente da República. Isso é uma característica da cultura política brasileira, não há como negar.

Fonte: http://conversa-afiada.ig.com.br / Redação do Vermelho Itabuna

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Campanha Salarial dos Bancários 2007 - Negociações e mobilizações agitam a semana

O Comando Nacional decidiu intensificar as mobilizações para a Campanha Nacional desta semana. A pressão em cima da Fenaban vai ser grande. Queremos que os banqueiros apresentem propostas na nova rodada de negociação que acontece nesta quinta-feira, dia 20 de setembro e que Banco do Brasil e Caixa aceitem nossas propostas na mesa específica, amanhã (18/09) e na quarta (19/09). O processo de negociação foi mudado, o que tornou possível discutir mais profundo cada tema. Mas, para avançarmos em busca de aumento real, melhor PLR, melhores condições de trabalho e buscar uma nova conquista, o bancário vai ter que mostrar sua força, participar e fortalecer as mobilizações.

Portanto, no dia 18, a partir das 10:30h, o Sindicato dos Bancários estará fazendo um ato publico em prol da Campanha Salarial de 2007, em frente à agência do Bradesco, na Avenida do Cinqüentenário.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região

Sem saída, Presidente da Câmara instalará CPI da Abril-Telefônica

A expetativa desta semana é que o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), leia o ato de criação da CPI proposta para investigar a compra da TV por assinatura, TVA, do Grupo Abril, pela Telefônica. A informação divulgada pela Agência Estado surpreende pelo fato da grande mídia ter tentado ignorar o fato até então; e porque o Presidente da Casa tem protelado a instalação da CPI. O requerimento de criação da comissão foi apresentado desde o dia 24 de agosto, com 182 assinaturas – 11 a mais do que o mínimo exigido – e fato determinado.LEIA MAIS NO VERMELHO

Centrais convocam marcha pela redução da jornada de trabalho

Em reunião na manhã desta segunda-feira (17) na sede nacional da Central Única dos Trabalhadores, dirigentes da CUT, CGTB (Cetral Geral dos Trabalhadores do Brasil), Força Sindical e UGT (União Geral dos Trabalhadores) aprovaram a realização da 4º Marcha conjunta a Brasília no dia 5 de dezembro, dando prosseguimento à iniciativa responsável em 2004, 2005 e 2006 pelo maior aumento do salário mínimo em duas décadas. Na oportunidade, as centrais vão cobrar do Congresso Nacional que respeite e faça valer o acordo firmado com o governo, reajustando o salário mínimo pela variação do INPC mais o PIB de 2006, como aumento real.LEIA MAIS NO VERMELHO

Ato do Movimento dos Sem-Mídia joga "Folha" na sarjeta

O Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, esteve presente neste sábado (15) em frente ao prédio do jornal Folha de S. Paulo para testemunhar o lançamento do Movimento dos Sem-Mídia (MSM) – veja o vídeo ao final da matéria. Cerca de 100 pessoas, segundo a organização, escreveram nas paredes do prédio frases de indignação sobre o jornalismo praticado pelo jornal e jogaram exemplares da Folha na sarjeta. O Manifesto do MSM foi lido por Eduardo Guimarães, idealizador do movimento. A exigência da abertura da CPI Abril-Telefônica TVA foi uma das bandeiras do protesto.LEIA MAIS NO VERMELHO

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

PCdoB baiano realiza Seminário Estadual de Comunicação

Nos dias 21 a 23/9, a direção estadual do PCdoB promove, na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o Seminário Estadual de Comunicação. Com o lema “Pela democratização da mídia”, o evento reúne presidentes e secretários municipais de comunicação do partido, assessores de comunicação, além de profissionais e estudantes da área, filiados e amigos do partido.

Durante os três dias, serão discutidos os caminhos da luta para a democratização da mídia e a política de comunicação do partido, sempre com o objetivo de contribuir para uma consciência social avançada no rumo do socialismo no Brasil somada à luta pelo direito à informação para as amplas camadas do nosso povo. Hoje, os meios de comunicação do PCdoB, através dos conteúdos que publicam, representam um importante contraponto num país no qual setores da mídia monopolizada cerceiam, difamam e hostilizam as forças políticas progressistas. Na abertura do evento, ocorrerá um painel sobre democratização da mídia e será lançado na Bahia o livro A mídia nas eleições de 2006, do professor da UNB, Venício de Lima. Confira a programação.

Programação:

Dia 21/9 (sexta)
8h30 - Painel: “A Democratização da Mídia no Brasil”
• Venício de Lima, pesquisador sênior do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da Universidade de Brasília. Autor/organizador de ''A mídia nas eleições de 2006''.
• Antônio Albino Canelas Rubim, professor da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia e Coordenador do Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura.
• Bernardo Joffily, editor do portal Vermelho, autor do Atlas Histórico Isto É Brasil 500 anos e integrante do Comitê Central do PCdoB.
10h – Debate
11h30 – Lançamento do Livro ''A mídia nas eleições de 2006''.
12h30 – Almoço
14h30 - Painel: “Tv Pública x Tv estatal”
• Indira Amaral, diretora da Fundação Aperipê (SE) e da Associação Brasileira de Emissoras Públicas Educativas e Culturais (Abepec). • Pola Ribeiro, diretor do IRDEB, Instituto de Radiodifusão do Estado da Bahia
16h às 17h 30- Debate

Dia 22/09 (sábado)
9h - Painel “O Brasil hoje e a política de comunicação do PCdoB”
• Bernardo Joffily,editor do portal Vermelho11h - O Plano Estadual de Comunicação e lançamento da Rede de Comunicadores• Julieta Palmeira, secretária estadual de Comunicação do PCdoB.
12h30 - Almoço
14h às 18h - Debate

Dia 23/09 (domingo)
9h- Minicurso - Apresentação do Portal Vermelho / Redação para a internet
• Cláudio Gonzalez ,jornalista,integrante da equipe do portal Vermelho
11h30 - Rádio Vermelho e Tv Vermelho
• Toni C., integrante da equipe do portal Vermelho, coordenador do projeto tv Vermelho, organizador do livro “Hip-Hop à Lápis”
12h30 - Almoço
14h - Jornal A Classe Operária – propostas atuais .• Bernardo Joffily, editor do portal Vermelho.
16h-Debate
17h 30 - Encerramento

De Salvador, Rodrigo Rangel Jr.

Plenária da CSC


A Corrente Sindical Classista (CSC) realizou na última sexta-feira, no auditório da API/APLB, Encontro Regional dos sindicalistas e simpatizantes à corrente.
Na pauta o empenho da construção do Encontro Nacional da CSC em Salvador, nos dias 28, 29 e 30 de setembro, que terá como marco histórico, as discussões e deliberações sobre a criação de uma nova Central Classista dos Trabalhadores do Brasil.Assim sendo, a CSC formalizará seu desligamento futuro da Central Única dos Trabalhadores (CUT), filiando-se à nova Central Classista.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Por que a CPI da TVA-Abril-Veja passou a ser necessária

A Veja que foi para as bancas neste final de semana volta à carga contra a criação da CPI da TVA, que vai investigar a venda da TVA (Grupo Abril, que edita a Veja) para a Telefônica. A Anatel, num primeiro momento, aprovou o negócio, mas impôs condições. LEIA MAIS NO VERMELHO

Projeção de Ciro Gomes cresce e surpreende o próprio PT

A grande mídia, com destaque para as revistas semanais Veja e Época, abre a semana realçando a projeção cada vez mais intensa do deputado federal Ciro Gomes (PSB-PE). Apontado como um dos nomes mais competitivos para as eleições presidenciais de 2010, Ciro já surpreende até o PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. LEIA MAIS NO VERMELHO

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

PCdoB e PSB reafirmam união nas eleições municipais de Itabuna

Em reunião realizada ontem (05/09/07), na sede do Partido Comunista do Brasil em Itabuna, dirigentes do PSB e do PCdoB reafirmaram a união dos dois partidos nas eleições municipais de 2008, reproduzindo em Itabuna o chamado Bloco de Esquerda, que vem ganhando envergadura nacional desde a eleição para presidente da Câmara dos Deputados, em janeiro. Estiveram presentes o presidente da Câmara de Vereadores, Edson Dantas, o professor Aurélio Macedo, o dirigente do PSB Luiz Barreto, o vereador Luís Sena, o assessor parlamentar Vicente José, o Secretário de Comunicação do PCdoB Luiz Carlos Junior, o Diretor da Câmara de Vereadores Rosivaldo Pinheiro e o presidente do PCdoB Ramon Cardoso.

Os dois partidos construirão, juntamente com outras forças progressistas, um projeto popular e democrático para Itabuna, que em breve completará 100 anos e necessita avançar para um estágio superior de desenvolvimento social, com geração de emprego e melhor distribuição de renda.

PSB e PCdoB procurarão as diversas legendas, inclusive partidos que não compõem o Bloco de Esquerda nacionalmente, como o Partido dos Trabalhadores, com o objetivo de fortalecer o projeto de 2008, construindo um aliança ampla, representativa e competitiva.

Lula encaminha projeto que fortalece as centrais sindicais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou nesta quarta-feira (5) ao Congresso projeto de lei regulamentando o funcionamento das centrais sindicais. Em solenidade no Palácio do Planalto com a presença de sindicalistas, Lula ainda assinou medida provisória (MP) que garante aos trabalhadores um domingo de folga a cada dois trabalhados. Leia mais no VERMELHO

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Grito dos Excluídos acontecerá em mais de mil cidades


Paralela às comemorações do Dia da Independência, que acontece nesta sexta-feira (07), movimentos sociais realizam a 13º edição do Grito dos Excluídos. Iniciado pelas pastorais sociais da Igreja Católica em 1995, o protesto tem o intuito de questionar o significado de nossa independência e dar visibilidade às reivindicações dos grupos sociais para a melhoria do Brasil, como explica o secretário continental do Grito dos Excluídos, Luis Basségio. Os protestos do Grito devem acontecer em mais de mil cidades, diz Basségio.

“O sete de setembro tem a ver com o dia da pátria. E nós começamos o Grito justamente porque entendemos que o Brasil não é um país independente. A nossa política é determinada em grande parte pelas políticas neoliberais, pelo Consenso de Washington. E também achamos que um país que tem milhões de desempregados, de analfabetos, não pode ser independente. Então, nosso grito é um grito pela autonomia, pela soberania do nosso país”.

Vale - Este ano, o Grito dos Excluídos protesta contra a venda da Companhia Vale do Rio Doce e faz campanha por um plebiscito sobre a nulidade do leilão da empresa. O lema é “Isso não Vale! Queremos participação no destino da nação”. Para Basségio, questionar a venda de um dos maiores patrimônios construídos com dinheiro público brasileiro é alertar a sociedade sobre a nossa eterna submissão a outros países e ao capital financeiro internacional.

Basségio afirmou que o plebiscito da Vale serve para aprofundar a democracia no Brasil, porque transforma um tema importante em um grande debate público e porque permite a participação popular nas decisões dos rumos do país.

As manifestações estão previstas para acontecer em mais de mil cidades no Brasil e o maior ato deve acontecer na cidade de Aparecida, em São Paulo, onde se reuniram 100 mil pessoas no ano passado.

Em Itabuna os manifestantes também gritarão contra a privatização da EMASA. Em reunião realizada ontem, na Câmara de Vereadores de Itabuna, o Comitê Contra a Privatização da Emasa, debateu os próximos passos do movimento com o objetivo de barrar de uma vez por todas a venda da Emasa e o primeiro passo será a participação destacada no Grito dos Excluídos.
Fonte: Radioagência NP e Redação Vermelho Itabuna

Charge de Sinfrônio para o Diário do Nordeste